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Selic cai para 13,75% ao ano: o que muda pra quem investe pouco todo mês

Publicado em 24/09/2026 · Equipe Editorial

Na reunião de 15 e 16 de setembro, o Copom decidiu, por unanimidade, cortar a Selic em 0,25 ponto percentual, de 14,00% para 13,75% ao ano, com vigência a partir de 17 de setembro de 2026. A ata com os detalhes da decisão saiu no dia 22. Para quem tem pouco dinheiro investido e vive de renda variável, o corte é pequeno, mas mexe no rendimento de produtos que fazem parte do dia a dia de quem está começando a investir — e vale entender o que muda de verdade e o que continua igual.

O que decidiu o Copom

O comitê reduziu a taxa básica de juros para 13,75% ao ano, seguindo a trajetória de queda que a Selic vem tendo ao longo de 2026. O comunicado não trouxe sinalização sobre os próximos passos: a continuidade ou não do ciclo de cortes vai depender da evolução da inflação e dos dados econômicos até a próxima reunião do Copom, marcada para 3 e 4 de novembro.

O que muda no Tesouro Selic e no CDB

Títulos pós-fixados atrelados à Selic ou ao CDI — como o Tesouro Selic e a maioria dos CDBs de liquidez diária — passam a render um pouco menos a partir de agora, acompanhando a nova taxa. Na prática, o efeito de um corte de 0,25 ponto percentual é pequeno no curto prazo: quem tem uma reserva de emergência aplicada nesses produtos não perde liquidez nem segurança, só um pouco de rentabilidade. O impacto fica mais visível se o Copom seguir cortando a taxa nas próximas reuniões.

A poupança não muda com este corte

Vale lembrar a regra: a poupança só muda de fórmula de rendimento quando a Selic fica igual ou abaixo de 8,5% ao ano. Com a Selic em 13,75%, a poupança continua rendendo 0,5% ao mês mais a TR (Taxa Referencial) — abaixo do que rendem o Tesouro Selic e a maioria dos CDBs de banco médio, que seguem sendo a opção mais indicada para reserva de emergência.

Por que isso importa pra quem tem renda variável

Autônomo que ainda está formando a reserva de emergência não deve mudar de estratégia por causa de um corte de 0,25 ponto: liquidez diária e baixo risco continuam sendo a prioridade nessa fase, mesmo que o rendimento caia um pouco. Quem já tem a reserva pronta e está pensando nos próximos aportes é que pode aproveitar o momento para reavaliar a carteira — títulos prefixados ou atrelados à inflação (IPCA+) tendem a ficar mais interessantes num cenário de juros em queda, porque travam uma taxa maior antes que ela caia ainda mais. A decisão sempre depende do prazo do objetivo e do perfil de risco de cada um.

O que fazer na prática

  • Reserva de emergência: mantenha em produtos de liquidez diária (Tesouro Selic, CDB 100% do CDI ou mais) — o corte não muda essa recomendação, só reduz um pouco o rendimento.
  • Não mude a reserva para a poupança: mesmo com o corte, ela continua rendendo menos que as opções de liquidez diária atreladas à Selic.
  • Aportes de prazo mais longo: se a reserva já está formada, vale considerar títulos prefixados ou IPCA+ para travar uma taxa melhor antes de eventuais novos cortes — sempre confirmando a rentabilidade atual direto no Tesouro Direto ou no seu banco antes de aplicar.
  • Fique de olho na próxima reunião do Copom, em 3 e 4 de novembro, para saber se o ciclo de corte de juros continua.